[Abertura]

O que na língua está muito para além da necessidade comunicativa/expressiva

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1. Catherine Ashton lidera desde Novembro a política externa da União Europeia. Para os franceses há um problema: lady Ashton não fala francês. Este foi apenas o mote para a França renovar acções para assegurar a vitalidade do francês como língua diplomática nas organizações internacionais. As tensões recrudescem.

2. Entretanto, Portugal continua de olhos postos em África: Bamako, no Mali, vai receber um centro de língua portuguesa, anunciou Luís Amado. O ensino do português e o desenvolvimento de relações económicas seguem de mão dada.

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3. A língua é viva e evolui — é hoje um chavão, mas no séc. XVI as línguas vulgares eram calibradas em função do grau de aproximação morfológica ao latim:

«Sustentava contra ele Vénus bela,
Afeiçoada à gente Lusitana,
Por quantas qualidades via nela

(...)
E na língua, na qual quando imagina,
Com pouca corrupção crê que é a Latina.»

(Canto I, estrofe 33)

Acrescentámos à nossa secção Antologia um excerto de Diálogos em Louvor da Nossa Linguagem, de João de Barros, evocativo deste tema.

Ciberdúvidas da Língua Portuguesa :: 09/02/2010


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